O que muda na gestão para o trabalho pós-pandemia?

A equipe Valori, preocupada com o momento econômico atual, pesquisou e identificou algumas mudanças que já ocorrem em grandes empresas na relação com colaboradores e clientes

Vivemos tempos incertos, isso é fato. Pensando isso, empresas já se antecipam e entendem que não há mais espaço para o “antigo normal” no mercado pós-pandemia. Apesar das dúvidas sobre o que pode vir a ser o “novo normal”, muitas empresas já dão o pontapé inicial para a mudança nos sistemas de gestão de negócios e pessoas mesmo após o surto generalizado causado pelo Covid-19.

O maior exemplo disso, atualmente, é a instituição do home office como modelo de trabalho permanente. Grandes empresas como a XP investimentos e o Twitter, por exemplo, já estudam o trabalho remoto como melhor alternativa, mesmo após o fim do isolamento social. Porém, para que isso aconteça da melhor forma, novas ferramentas e metodologias de gestão são fundamentais.

Além do fenômeno do home office, a agência Valori separou algumas tendências na gestão para o trabalho após o período de pandemia. Olha só:

1 – O tempo e seus indicadores

Com a generalização do trabalho remoto, um olhar mais crítico sobre dados de performance e produtividade se faz necessário. Para resumir, com todos trabalhando de casa, como medir a produtividade dos colaboradores de determinada empresa? A organização se torna hábito cada vez mais importante, além, é claro, de entender as médias e correlações de tempo, a fim de melhor mensurar como cada colaborador está se organizando. Assim, mesmo que o líder não esteja ao lado de cada colaborador o tempo todo, como ocorre no ambiente de trabalho, ele poderá ter a certeza de que  sua equipe estará trabalhando a todo vapor, mesmo sem sair de casa.

2 – A substituição do feeling pelos dados na gestão de pequenas e médias empresas

No mercado brasileiro é comum que PME’s (pequenas e médias empresas) trabalhem com uma gestão mais relacional e emocional, em detrimento à gestão com base em indicadores. Após a pandemia, será necessária uma inversão nessa regra, uma vez que tais empresas precisem focar mais em processos e em como avaliar a sua performance visando o lucro. O feeling e a experiência do empreendedor não deixam de ser importantes, mas a avaliação de dados acaba se tornando essencial para a sua sobrevivência.

3 – Home office não é considerado mais benefício

A gestão remota se tornou mais ágil, como diversas empresas já puderam constatar. Portanto, o que era considerado um benefício e parte da agenda do RH, passa a ser visto como alternativa real, integrando a agenda do financeiro e do time de negócios. Saindo da seara dos benefícios e qualidade de vida, o home office integra, a partir de já, nos assuntos sobre gestão financeira e de novos modelos de negócios. Abrigar 100% da equipe no escritório já é visto, por algumas empresas, como algo desnecessário. Inclusive, o home office vem como solução na hora de otimizar custos.

4 – Saúde e bem-estar como prioridade

Muito antes da pandemia, empresas já mostravam certo interesse em uma gestão mais próxima e preocupada com o bem-estar físico e emocional do colaborador. Porém, com o isolamento e a tendência do home office cada vez mais consolidada, discussões como estas se tornam ainda mais presentes no meio de trabalho. Como já pudemos notar, muitas empresas já começam a fortalecer iniciativas de bem-estar, ainda que remotamente.

5 – Times próximos mesmo que distantes

A distância física não é mais um problema, aliás, pode ser considerada até como uma solução, já que a gestão de times remotos exige um contato mais próximo e frequente entre os colaboradores e seus líderes. Por isso, a cultura de fazer reuniões de desempenho a cada semestre perde força e abre espaço para reuniões e trocas de feedback com maior frequência. Isso aproxima o time do gestor e diminui as chances de erro.

6 – Mais destaque no campo das “Soft Skills”

O cenário atual já deixou de lado a ideia de departamentalização, há 20 anos muito presente no mercado de trabalho. Hoje, saber um pouco de outras áreas além da sua te tornam um colaborador mais apto para a integração do trabalho em home office. Por isso, a capacidade de autogestão, o intraempreendedorismo e as soft skills desenvolvidas ao longo da sua experiência na função se tornam a chave para enfrentar o futuro do mercado de trabalho.

7 – Ferramentas digitais são mais importantes do que você imagina

Já é possível notar a necessidade de se ter intimidade com as ferramentas digitais há algum tempo. Hoje, tais habilidades são imprescindíveis para o profissional que queira se destacar em seu ambiente de trabalho. Por isso, conhecer novas tecnologias se torna tão importante. Afinal, o trabalho com ferramentas digitais, com o intuito de imputar informações online para acompanhamento já faz parte do cotidiano de inúmeros profissionais, das mais diversas áreas de atuação.

8 – O B2B está diferente

Após esse período de distanciamento social, o mercado B2B, muito pautado na confiança e na construção de relacionamentos, se viu obrigado a mudar a sua dinâmica. O virtual entra na equação, tornando o que era uma relação extremamente presencial em algo muito mais objetivo. Isso é, uma relação baseada na confiança entre o cliente e o vendedor acaba se tornando algo bem mais rápido e objetivo, utilizando principalmente os meios virtuais para isso.

E você? Já percebeu alguma mudança no seu meio relacionada à pandemia? Conte pra gente nos comentários!

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